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Termo de consignação de semijoias: o que precisa ter para proteger a sua marca

Por Equipe Easy Sale 27 Aug 2026
Capa: Termo de consignação de semijoias: o que precisa ter para proteger a sua marca

A conversa que ninguém quer ter acontece assim. Passaram cinco meses, a revendedora sumiu, e você tenta lembrar quantas peças ela levou. Ela diz que devolveu dois colares. Você não tem como provar o contrário. No fim, você engole a perda porque não existe nada escrito.

Um termo de consignação de semijoias não serve para processar ninguém. Ele serve para que essa conversa nunca precise virar discussão. Ele é o combinado por escrito, feito no dia em que todo mundo ainda está de bem.

Por que consignação de semijoias exige documento

Consignação tem uma característica jurídica que a venda comum não tem: a peça continua sendo sua enquanto não for vendida. Você não transferiu propriedade, transferiu posse.

Isso é ótimo, porque a revendedora começa sem investir. E é arriscado, porque o seu patrimônio fica espalhado na casa de pessoas que você conhece pouco. Em semijoias o risco é maior que na média, porque o valor por peça é alto, o volume é grande e a peça é pequena o suficiente para sumir sem ninguém notar.

Uma consignadora com 12 revendedoras e 70 peças por maleta tem em torno de 840 peças fora da sua vista. A um custo médio de R$ 38, isso é aproximadamente R$ 32 mil circulando com base na confiança. Confiança é ótima. Confiança escrita é melhor.

O que o termo de consignação de semijoias precisa ter

Nove itens resolvem 95% dos problemas reais. Não é um contrato longo. É um contrato claro.

1. Identificação completa das duas partes

Nome, CPF, endereço e telefone da revendedora. Parece óbvio, mas a maioria dos acordos informais tem só um contato de WhatsApp que um dia deixa de responder.

2. Relação detalhada das peças

Código, descrição, quantidade e valor unitário de cada peça entregue. Não vale escrever "1 maleta". A peça precisa ser identificável uma a uma, porque é assim que a devolução vai ser conferida.

3. Declaração de que a propriedade continua sua

Uma frase basta: as peças permanecem de propriedade da consignadora até a efetiva venda, cabendo à consignatária a guarda e conservação. É o coração do documento.

4. Prazo de consignação

Trinta, quarenta e cinco ou sessenta dias. Sem prazo, não existe atraso, e sem atraso você não tem base nenhuma para cobrar. O prazo também protege a revendedora, porque cria previsibilidade.

5. Data e formato do acerto

Quando ela presta contas, como comprova a venda e em quantos dias repassa o valor. Defina também o que acontece se o acerto atrasar.

6. Percentual de comissão vigente

O percentual do dia da entrega, escrito. Se você mudar a regra depois, ela vale para as próximas remessas, nunca para as peças que já estão na rua.

7. Responsabilidade por perda, furto e avaria

Aqui mora a maior parte das brigas. Defina o que acontece se a peça for perdida, furtada ou danificada, e por qual valor ela é reposta: custo, preço de venda ou um valor intermediário. Em semijoias, inclua explicitamente o desgaste de banho por uso indevido, como uso em piscina ou contato com perfume.

8. Condições de devolução

Peça deve voltar em condição de revenda, com embalagem e etiqueta. Estabeleça o que fazer com peça devolvida fora de condição.

9. Assinatura das duas partes com data

Assinatura física ou digital. O que não pode é o documento existir só do seu lado.

O termo não substitui o registro diário

Um erro comum é achar que o papel assinado resolve. Ele não resolve. O termo é a moldura, e o registro é a operação.

Se você assina um termo com 70 peças e, três semanas depois, envia mais 12 por WhatsApp sem registrar, o seu documento virou ficção. Toda movimentação precisa ter rastro: o que saiu, quando, para quem, o que voltou e o que foi vendido.

É por isso que consignadora que trabalha só com contrato e caderno continua perdendo dinheiro. O contrato protege contra o caso extremo. O registro protege contra o vazamento do dia a dia, que é onde a margem some de verdade.

Como o EasySale resolve as duas pontas

No EasySale cada remessa gera um documento de consignação com a lista de peças, valores e prazo, assinado digitalmente pela revendedora no próprio celular. O mesmo movimento que gera o termo dá baixa no seu estoque físico e cria o estoque consignado dela.

A partir daí, cada venda, devolução e acerto entra no histórico da peça. Quando chega a hora da conferência, ninguém precisa lembrar de nada: a lista está lá, com data e assinatura.

Pare de consignar no fio do bigode. Conheça o EasySale e gere termo assinado e rastreio de peça no mesmo movimento.

Perguntas frequentes (FAQ)

Preciso de advogado para fazer o termo?

Para um modelo padrão de consignação, não necessariamente. Vale uma revisão jurídica uma única vez, no modelo, e depois você reutiliza. Se a sua operação passar de algumas dezenas de revendedoras, a revisão profissional se paga rápido.

Assinatura digital tem validade?

Assinatura eletrônica é aceita no Brasil para contratos entre partes privadas, e ganha força quando há registro de data, identificação e aceite inequívoco. Para a maioria das operações de consignação, ela é suficiente e muito mais prática que papel.

E se a revendedora se recusar a assinar?

Trate como um sinal, não como um detalhe. Quem vai trabalhar sério não se incomoda com um documento claro. Apresente o termo como proteção mútua, porque ele também define o que ela recebe e quando.

Posso cobrar a peça perdida pelo preço de venda?

Pode, se estiver escrito e tiver sido aceito antes. O mais comum e menos conflituoso é cobrar pelo valor de custo acrescido de um percentual. O que gera briga é decidir isso depois do problema.

Com que frequência devo conferir as maletas?

Revendedora ativa, a cada 15 dias. Revendedora de giro mais lento, a cada 30. Conferência espaçada demais transforma diferença pequena em prejuízo grande, porque ninguém mais lembra do que aconteceu.

Combinado escrito no começo custa cinco minutos. Combinado ausente custa a peça inteira.

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